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25/09/2011 | 16:30 | Henrique Tabosa
Comparação Balística e Vídeos Desafio 3ª Geração

Olá Pessoal,

hoje eu vou falar sobre uma das melhores ferramentas para elucidar homicídios por arma de fogo, que é a COMPARAÇÃO BALÍSTICA. Estas análises precisam, para serem realizadas, de projéteis e/ou estojos (com cápsulas de espoletamento percutida) e armas de fogo (revólveres ou pistolas, na maioria das vezes) - para quem não conhece bem, observe as partes da munição no esquema abaixo.

 


 Muitas pessoas não conhecem o mecanismo de ação de uma arma de fogo, pensam que toda a munição atinge o alvo, mas não é verdade, o que alveja as vítimas é apenas o projétil, que com a expansão dos gases oriundos da percussão da cápsula de espoletamento (que dar energia suficiente para detonar a pólvora, no interior do estojo) gera uma pressão muito forte e o projétil se desencaixa do estojo e é lançado fortemente para frente. Aí começa uma das partes mais interessantes, pois para que ele saia com uma trajetória melhor definida (através da mira da arma), o cano por onde os protéteis saem tem no interior a forma de aspiral. Este aspiral formam arranhões no projétil (chamado tecnicamente de microrranhuras). Estas marcas deixadas no projétil são únicas (assim como as impressões digitais das nossas mãos), portanto o que fazemos é comparar estas microranhuras, através de equipamentos chamados de comparador balístico - ver desenho a seguir:

 

  

 

 

Bom, para ficar mais fácil de entender todo o exposto acima, temos alguns vídeos (retirados do youtube) mostrando o mecanismo de ação das armas de fogo (revólver e pistola) e em seguida como é procedida uma comparação balística.

 

  

  

 

Este ano fiz uma exposição no "Férias no Campus" muito interessante, na qual compareceram muitos estudantes do curso de Direito, os quais se interessaram muito pela temática, pois comparações balísticas são objetos de prova bastante contundentes. Há ainda várias outras linhas de pesquisa pericial, como estudo de balística terminal (tipos de lesões por diferentes tipos de projéteis e por diferentes ângulos e distâncias), estudo de trajetórias entre outras que formam hoje os livros técnicos de balística.

 

MUDANDO DE ASSUNTO...

 Este mês de Setembro eu propus um desafio aos alunos do 6º Período de Farmácia (como sempre costumo fazer) e desta vez o desafio era encontrar personalidades (da área de saúde ou não) para realizarem um vídeo no qual seria necessário algumas regras, mas que nele o entrevistado falasse sua opinião sobre algum assunto relacionado a área Farmacêutica. Foram elaborados sete vídeos, dos quais três tiveram melhor apresentação e roupagem (todos tiveram alguma pontuação, mas três por apresentarem melhor "roupagem" decidimos que deveria valer uma pontuação extra para a segunda unidade, mas para isso precisarão ganhar a votação como melhor vídeo, através dos comentários (devidamente identificados, é claro).

Os vídeos foram produzidos mediante autorização dos entrevistados e após assinarem os TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido), que estão guardados. Vale ressaltar que os vídeos têm unicamente caráter educacional e que as opiniões não expressam necessariamente a do professor idealizador da atividade, muito menos a da instituição ASCES.

VOTEM NA MELHOR ENTREVISTA!

Abraço

 PERÍODO DE VOTAÇÃO: 01/11/11 até 25/11/11 (É preciso se identificar)

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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02/06/2011 | 22:02 | Henrique Tabosa
Você já partiu algum comprimido?

 

É muito comum observar pessoas tanto da área de saúde, quanto de outras áreas (ditas leigas) partirem comprimidos, por várias razões, entre as quais posso destacar: facilitar a deglutição (acreditem, tem gente que pode tomar um balde de água, mas o comprimido não desce!), fazer uma soluçãozinha para a criança tomar e o mais comum que é ter “metade” da dosagem, pois se o comprimido for de 50mg, mas o médico só receitou 25mg, então parte o danado do comprimido!

 

Mas será que a prática de partir comprimidos é correta? Saiba, ela não é tão inocente assim!!

O principal grupo de usuário de medicamentos é o composto pelos idosos. Antes ou depois das refeições temos a “sobremesa” de comprimidos, os mais diversos possíveis. Quando se deparam com a necessidade de partir eles colocam o comprimido sobre a mesa e o parte ao meio com o auxílio de uma faca. Será que ficou bem partido? Já perceberam que sempre fica um pozinho e as bandas nunca saem exatamente iguais? Sempre quebra uma parte de uma das bandas, mesmo quando os comprimidos são sulcados (possuem aquela listinha em baixo relevo). Pois bem, um estudo publicado pelo Journal of Advanced Nursing, realizado na Bélgica avaliou esta “partição dos comprimidos” por diferentes métodos (com ajuda de uma faca, com partidor disponibilizado por algumas empresa e com a própria mão), realizada por voluntários. Os resultados mostraram que 31% dos comprimidos divididos tinham uma dosagem diferente da esperada (para ver o artigo na íntegra acesse http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2648.2010.05477.x/pdf).

 

 

Então fica o recado: não realize divisão de comprimidos (nem os triture ou dissolva), você poderá comprometer o tratamento e se expor a grandes riscos de saúde (há vários outros riscos que em um próximo momento posso expor melhor)!

________________________________________________________________________

Mudando radicalmente de assunto... rs

 

Todo semestre costumo realizar algumas atividades para quebrar a rotina dos nossos discentes. Uma que propus nesta unidade foi por uma curiosidade relacionada ao poder de mobilização na internet. Fiz proposta a uma turma bem disposta do curso de Farmácia, o 5º período (pré-6º período), para saber se eles conseguiriam fazer amigos, parentes, conhecidos e outras pessoas entrarem em uma comunidade do orkut. Esta comunidade seria sobre uma disciplina que leciono (Farmacognosia), tinha que ter imagem e texto correlacionado a alguma abordagem da disciplina (eles tiveram apenas duas semanas). Claro que tiveram alguns décimos para compensar (sou meio pirangueiro e ofereci, depois de ver o desempenho inicial, 0,1 ponto na prova para cada 100 integrantes. Seriam pontos extras). Vocês acharam pouco a pontuação? Eu também achava, até que uma das equipes apresentou, sem muitos esforços, uma comunidade com 1012 integrantes (não havia nenhum faker – perfil falso), outra com 840 e uma terceira com 712. Achei o poder de convencimento muito bom! Não sei explicar que fenômeno foi este. Porque a comunidade que possui mais membros sobre farmacognosia foi fundada em 2004 e tem 946 membros. Certo que muitos entraram na comunidade dos alunos apenas para ajudar, mas mesmo assim achei o resultado inesperado. Pensei que teria comus de no máximo 100 membros.

Valeu Equipe campeã!!!

 

 

 

 e para terminar...

Participei como palestrante de uma mesa redonda sobre Controle de Qualidade de Fitoterápicos no evento abaixo.

 

Eu, Dra Elba (Presidenta do Evento e do CRF-PE) e Dr Joab

Uma turma da pesada, rs, do curso de Farmácia: Saulo, Augusto, Laura, eu, Mayara, Aniele, Nirvana e Hilário.

 

 

 

 
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05/04/2011 | 14:05 | Henrique Tabosa
Medicamentos GRATUITOS para Diabetes e hipertensão

O Programa Farmácia Popular do Brasil é  coordenado pelo Ministério da Saúde e visa disponibilizar medicamentos à população para doenças e agravos de maior prevalência e impacto social. Foi criado em 2004, com unidades próprias em 2006, com o sucesso lcançou a rede privada sendo chamado de “Aqui Tem Farmácia Popular”. Hoje, mais de 2,5 mil municípios possuem estabelecimentos do programa e cerca de 1,3 milhão de brasileiros por mês são beneficiados. Sendo aproximadamente 660 mil hipertensos e 300 mil diabéticos.

Como Saúde Não Tem Preço, a população brasileira que sofre com hipertensão ou diabetes passa agora a ter acesso gratuito aos medicamentos para o tratamento destas doenças. 

Esta oferta de medicamentos gratuitos na rede Aqui Tem Farmácia Popular é resultado de um acordo do Ministério da Saúde com sete entidades da indústria e do comércio. O acordo beneficia 33 milhões de brasileiros hipertensos e 7,5 milhões de diabéticos. Além de ajudar no orçamento das famílias mais humildes, que comprometem 12% de suas rendas com medicações.

Para ter acesso ao medicamento, o cidadão precisa comparecer ao estabelecimento credenciado portando CPF próprio, receita médica válida e documento com foto. A receita deverá ser prescrita por um profissional médico e vale tanto para médico particular quanto para médico do SUS. A validade das receitas varia da seguinte forma: anticoncepcionais – 1 ano; demais medicamentos e fraldas geriátricas – 120 dias.

 

Para saber mais acesse: www.saudenaotempreco.com.br

 

Para assitir a vídeos relacionados, a seguir:

      

 

Agora mudando de assunto...

International Workshop on Pharmaceutical R&D - Módulo 1: Quality & Documentation (Eu, Profa Danielle, Prof Sanford Weinberg (Professor Associado de Health Care Management e Diretor Executivo do Center for Clinical Research and Regulation da Dickinson College) e Henry Suzuki (Diretor Geral da Axonal Consultoria Tecnológica Ltda) - 23/02/2011.

  

International Workshop on Pharmaceutical R&D - Módulo 2: Drug Discovery & Lead Seletion, com o Professor Binghe Wang (Professor da Georgia Research Alliance Eminent Scholar in Drug Discovery, Georgia Cancer Coalition Distinguished Cancer Scholar e Diretor do Center for Diagnostic and Therapeutics da Georgia State University), resumindo: o cara é Fera... Mas por falar em Fera, vejam aí se algum de vocês conhecem a Fera que está sentada ao meu lado direito. Vou dar uma dica: essa é uma fera da Química Farmacêutica, rs. Matem as saudades! Ele me falou que estava com saudades da ASCES - 23/03/2011.

 

Pensa que vida de quem faz Doutorado é fácil? Acima o vídeo da coleta vegetal de duas espécies que trabalho no Doutorado, foi realizada em um fragmento de mata de Caatinga, no IPA de Caruaru. Estamos a cerca de 1Km da margem da mata - 22/03/2011

 
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12/03/2011 | 10:50 | Henrique Tabosa
Quem não quer emagrecer?

Hoje em dia, são poucas as pessoas que não gostaria de perder alguns quilinhos. O problema é que estas pessoas não querem emagrecer por conta própria, na verdade elas querem “ser emagrecidas”, com perda de peso rápida, fácil e garantida!

Tudo isso fruto da teoria da “Pílula Mágica”, aquela em que o seu único esforço seria lembrar de tomá-la uma vez ao dia. Você não precisará fazer exercícios físicos, regularizar a alimentação nem tampouco mudar nada no seu estilo de vida, apenas tomá-la (quem sabe ela não poderá trazer até uma barriga de tanquinho, rs).

Alguns dizem que a evolução do homem está expressa na figura abaixo:

 Outros dizem que essa busca pelo emagrecimento se deu devido às alterações nos padrões de beleza, veja as figuras abaixo.

 

Antigamente as vestimentas eram bastante diferentes das dos dias atuais, as mulheres andavam com vestidos longos, punhos compridos e se por acaso um ventinho levantasse um pouco a barra do vestido, todos os meninos ficariam agitados! Certamente eles comentariam entre si: “-João, visse os ‘mocotós’ de Maria? Tou aqui doidinho desde ontem, não consigo pensar em outra coisa!”. Hoje os tempos mudaram, não é verdade?

 Antes uma mulher gordinha era sinal de beleza, saúde e riqueza, hoje o modelo vigente é o das mulheres só com o couro e o osso (e acreditem, eu acho que ainda vão arranjar um jeitinho de tirar o couro pra ficar só os ossos, rs).

 Na ANVISA está ocorrendo várias discussões para a retirada, no mercado brasileiro, dos inibidores do apetite, assim como o fez a União Européia e os Estados Unidos, recentemente. Pois o custo benefício do uso desses medicamentos foi posto em xeque, devido aos novos estudos que associaram estes medicamentos (os mais comuns: Sibutramina, Anfepramona, Femproporex e Mandizol) a doenças cardiovasculares e a distúrbios comportamentais (quer saber mais, acesse www.anvisa.gov.br).

 Além de termos o problema da obesidade (IBGE confirma que obesidade é epidemia no Brasil), temos o outro extremo que é a anorexia, relacionei a seguir dois vídeos, um sobre a obesidade e outro sobre a anorexia.

 

 

Portanto, para perder aqueles quilinhos que insistem em aparecer, principalmente com o passar dos anos, procure se exercitar com mais freqüência, se alimentar bem e tentar diminuir os níveis de estresse diários (lembre-se de procurar as adequadas orientações) e apenas em último caso fazer o uso de algum medicamento, pois estes poderão trazer riscos reais a sua saúde.

Para terminar, uma fotografia da turma do 6º período de Farmácia, após aula prática de Desenvolvimento e Produção de Cremes Hidratantes.

 

 
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10/09/2010 | 22:21 | Henrique Tabosa
Remédios que deveriam existir

Bom, acredito que se tais medicamentos existissem, muitos problemas nas nossas vidas seriam minimizados, rsrs.

Portanto, Pesquisadores da ASCES e do Brasil, vamos nos empenhar para desenvolvermos algum desses novos recursos terapêuticos!

SEMANCOL ®
Indicações:
Tratamento da falta de noção em geral. Ótimo para cunhados que vivem te pedindo dinheiro ou o carro emprestado. Para sogras que vivem te pedindo pra você fazer coisas que você odeia.

Contra-Indicações:
Não há. Um pouco de Semancol ® provou ser benéfico a quaisquer usuários.

Efeitos colaterais:
Foram relatados alguns casos em que o uso de Semancol ® gera uma forte depressão logo nas primeiras semanas de uso. Normalmente porque o paciente passa a perceber o que fazia/era antes, então surta.

 

CHÁ DE SUMIÇO ®

Indicações: Medicamento fitoterápico indicado em caso de incômodos agudos de fonte externa. Um saquinho de Chá de Sumiço é capaz de fazer o paciente desaparecer por completo durante um período de duas a três horas.

Contra-Indicações:
Não endossamos o uso do chá em casos de: perseguição policial, teste de paternidade, casamentos (civil ou religioso), dia de prova de Farmacotécnica na ASCES.

Efeitos colaterais:
Após passar o efeito do chá, é comum que o problema externo ainda se mostre presente. Após o consumo do chá e ao fim do seu efeito, alguns pacientes relataram dor de cabeça por conta da chuva de perguntas do tipo 'onde raios você se meteu?'

 

 

ESQUECIL ®

Indicações:
Problemas de coração partido, traumas em geral, Copa do Mundo de 2010.

Contra-Indicações:
Pessoas casadas, garçons, gestantes loiras (podem esquecer da gravidez e acabar fazendo uma lipo na barriga).

Efeitos colaterais:
Esquecil apaga completamente a memória recente. Cuidado com a superdosagem! Há casos de usuários de Esquecil® que alegaram intenção de votar no Collor.

 

 

DESGARGALHOL ®

Indicações:
Muito indicado em casos de crises de riso súbitas e inconvenientes, como em velórios, missas, reuniões em que o chefe tem um feijãozinho no dente.

Contra-Indicações:
Para os momentos em que o chefe resolve contar piadinhas sem graça, para as pessoas que trabalham com ele, como o Bira do Programa do Jô, entre outros.

Efeitos colaterais:
O uso contínuo endurece as feições, além de tornar a vida bem mais chata.

 

 

 CTRL+ZOL ®

Indicações:
Gafes e similares. Perfeito naqueles momentos logo após falar uma besteira tão grande que você tem vontade de arrancar sua cabeça, colocar num saco de papel e enterrar no quintal.

Contra-Indicações:
Não indicamos a aplicação do medicamento em promessas políticas, no pôquer e nem durante partidas de futebol.
 

Efeitos colaterais: A superdosagem trava o sistema nervoso central, sendo obrigatório o uso do medicamento Ctrl+Alt+Delina ®.

 

 

FICABONZIN ®

Indicações:
Criancinhas malcriadas e/ou hiperativas, em qualquer idade. Ficabonzin ® tem em sua fórmula Pesabundil , um composto capaz de criar uma sensação de peso nas nádegas dos pestinhas, mantendo-os sentadinhos no lugar, sem quebrar nada. Contém também antipentelhomicina, que provoca paralisia completa das cordas vocais, impedindo berros e manhas.

Contra-Indicações:
Adultos do sexo masculino, que com o tempo passam a produzir espontaneamente Pesabundil em seu organismo. Se você der Ficabonzin® a um adulto destes, nunca mais o cara se levanta do sofá.

Efeitos colaterais:
Maridos que usam Ficabonzin ® em suas esposas, com o intuito de calá-las e fazê-las ir menos ao shopping, devem saber que o Pesabundil pesa mesmo, e que depois de certa idade tudo o que muito pesa, cai!

 

Recebi este material acima por email e fiz algumas adaptações.

 

ACADEMIA DE POLÍCIA CIVIL - 2010

Este mês de Setembro foi bastante movimentado, além das atividades comuns, passei uma semana ministrando aulas na Academia de Polícia Civil/PE, pela manhã e a noite, abaixo as fotos das turmas de futuros Agentes de Polícia e Escrivãos de Polícia, nas quais fui instrutor da disciplina de "Entorpecentes e Drogas Afins".

 

 

VISITA DA TURMA DE FARMÁCIA - 6º PERÍODO AO PARQUE MUNICIPAL AMBIENTALISTA SEVERINO MONTENEGRO

 

 

VÍDEO PRODUZIDO PELO ALUNO WESLEY, DO 5º PERÍODO DE FARMÁCIA, SOBRE MEDICAMENTOS GENÉRICOS, SIMILARES E DE REFERÊNCIA, COMO ATIVIDADE COMPLEMENTAR DA DISCIPLINA DE FARMACOTÉCNICA ALOPÁTICA E HOSPITALAR

 

 
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09/08/2010 | 19:27 | Henrique Tabosa
Perícia Criminal: Impacto da Ficção na Vida Real

Com a multiplicação dos seriados de TVs e jogos de vídeo game sobre Perícias Criminais, muitos holofotes se voltaram a estas atividades. Em 2010, CSI apresentou 73,8 milhões de espectadores dentro e fora dos Estados Unidos, sendo o programa de TV mais assistido no mundo, ficando o seriado “House”, em segundo lugar. Criando assim o Efeito CSI.

Com a ficção dos filmes e dos jogos, o trabalho dos profissionais de investigação em cena de crime foi bastante valorizado, porém novas nuanças precisam ser observadas, pois com a exposição dos episódios e dos jogos são mostrados vários casos próximos aos reais, com isso:

1- O público assiste aos trabalhos da Equipe Técnica, aprendendo a preservar e isolar os locais de crime (o que é ótimo para o nosso trabalho, já que muitas vezes quando chegamos ao local para a realização da perícia, o local encontra-se violado);

2- A cobrança e as expectativas das pessoas quanto à elucidação dos crimes, através da Perícia Criminal, ficam muito altas. Pensa-se que temos um arsenal de equipamentos e pessoal disponível para que os resultados de exames, por exemplo, saiam no mesmo dia, o que não acontece. Ainda, acredita-se que após a coleta das impressões digitais ou seus fragmentos (como é mais comum encontrarmos), como nos filmes, é só colocarmos em uma máquina e sairá a fotografia do suspeito, com todos os seus dados pessoais. Seria fantástico termos, no Brasil, um banco de dados desse tipo;

3- Por último, com essa nova geração, sob influência da era da informação e do efeito CSI, surge o maior potencial de risco para os trabalhos periciais, que são o encobrimento dos vestígios, por parte dos criminosos. Cientes dos mecanismos de busca das evidências, utilizados pelos Peritos, eles alteram a cena do crime e prejudicam a reconstituição da dinâmica do evento (que é o entendimento que o Perito tem ao juntar as peças encontradas no local do crime, como um quebra-cabeça), com isso não se pode obter as conclusões que se espera e se chegar aos culpados.
 
Por hoje é só.
 
Sobre o Efeito CSI, tenho todos os episódios das 10 edição Las Vegas e os Jogos para PS2 e para PC.
 

Grande abraço

 

 
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07/05/2010 | 22:11 | Henrique Tabosa
Pericia em Simulação de Arrombamento

        As atividades periciais apresentam, muitas vezes, algumas características bastante curiosas e intrigantes. O papel do Perito é tentar conseguir entender como tudo aconteceu (chamado tecnicamente de dinâmica do evento) e tentar reconstituir a cena e os fatos, sempre que possível, é claro.

        Trabalhando pelo Instituto de Criminalística é difícil prever o que aparecerá pela sua frente. Quando ocorre a chamada para algum caso, sempre vem uma prévia sobre do que se trata, mas quando se chega ao local nos deparamos com fatos totalmente distintos dos descritos. Já fui chamado para um acidente de trânsito, quando cheguei tratava-se de um homicídio por arma de fogo; doutra vez para averiguar falsificação em embalagens de medicamento, era cocaína dentro dos frascos dos medicamentos; era uma colisão "simples", quando cheguei era um caso com vítima fatal e de repercussão na mídia; uma esposa que estava com problemas psicológicos e havia quebrado várias coisas na casa, na verdade tratava-se de um marido que inventou toda a situação, porque não estava aceitando que a mulher o estava deixando para morar com outro homem e tantas outras situações inusitadas que dariam, talvez, um livreto.

        Entre todas, gostaria de falar de uma que me chamou atenção, uma simulação de arrombamento de um escritório.

       Na descrição inicial que recebi, havia uma solicitação de perícia de danos em um imóvel, pensei até que fosse outra briga de marido e mulher, mas, chegando ao local, deparei-me com uma porta com algumas avarias e queixas relativas ao sumiço de vários objetos. Primeiro passo, escutar os proprietários, para entender quais caminhos seguir, fotografar sempre todo o local e os detalhes. Por tratar-se de uma suspeita de arrombamento, observamos sempre os danos no sistema de trancamento da porta e ainda, as condições de arrumação do local. Porque quem arromba um local deseja obter, na maioria das vezes, o máximo de lucro e nesta procura desenfreada por objetos de valor, termina deixando uma desarrumação atípica (sem maiores detalhes aqui) no local.

       A porta apresentava uma marca de solado de sapato, e na esquadra de madeira, na altura da fechadura, havia uma marca assemelhada aquela produzida por uma chave de fenda, por exemplo. Internamente, no escritório, umas gavetas abertas e alguns papéis espalhados. Todos os indícios, a primeira vista, retratavam um arrombamento, porém uma análise mais cautelosa se faz necessária, porque a esquadra de madeira, no local do espelho da fechadura (aquela parte de metal que esconde o trinco da fechadura) não apresentava nenhum dano, então fica a pergunta: Como pode ter saído, pelo espelho da fechadura, mais de 6 cm de trinco sem causar nenhum dano ao portal de madeira? A probabilidade é muito pequena, você não acha? Portanto, indico no meu laudo que houve danos sim, mas não característicos de arrombamento (compare a figura 1 com a figura 2, a seguir), ainda, que, dentre outras possibilidades, fora utilizado "chaves falsa" e simulação de arrombamento. Encerrando aqui o meu trabalho e começando as investigações policiais, pois no local, apenas a marca do solado de sapato foi recolhido, impressões digitais satisfatórias não foram encontradas.

       Disso tudo, devemos tirar a lição: "Nem tudo que parece é!"

 

 

Figura 1: Portal de madeira com danos, porém não arrombado.

 

 Figura 2: Portal de madeira com sinais característicos de danos por arrombamento.

 

 

       Bom, deixando todo esse assunto de lado e precisando expressar, até aqui, as minhas alegrias Rubro-negras, quero contar um fato engraçado que aconteceu na sala dos professores, esta semana.

       Após a conquista do PENTACAMPEONATO, pelo SPORT, quinta e sexta-feira foram só alegria. Era bastante fácil identificar torcedores do Sport, Santa Cruz e Náutico, porque era só se falar no jogo, ai: 1- Sorriso largo de canto a canto da orelha = torcedor do Sport; 2- Sorriso discreto = torcedor do Santa Cruz; 3- Pouca conversa ou cara feia = torcedor do Náutico.

       Aí chegando à sala dos professores, começamos a conversar sobre o jogo e em uma das mesas estava o professor Xisto nos ouvindo, mas com um aspecto bastante pacato, pensei até que ele não gostasse muito de futebol. Neste momento ele diz: -Eu sou um "torcedor calado" do Náutico. Mas bastou uma cutucadazinha com vara curta, o homem soltou a voz, falando de escalação, histórico, principais erros e acertos, ficha técnica dos jogadores e o escambau mais, todos os presentes acharam muita graça nas palavras do "torcedor calado" do Náutico, rsrs. Imagine se ele fosse de falar? rsrs

       Aqui a mesma lição de lá de cima: "Nem tudo que parece é!"

       Para quem não se cansa de assistir ao gol do Sport, a seguir um vídeo:

 

 

 
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09/03/2010 | 01:05 | Henrique Tabosa
Falsidade Documental
A elaboração de documentos, em todas as civilizações, marcou a passagem e o registro de bens, direitos, ciências e artes. Foi em papel, instrumento facilmente deteriorável, que o homem escolheu registrar toda a sua existência. Caso não existissem esses registros, cada nova geração começaria do zero todos os seus conhecimentos e vivências, por exemplo.
Com a criação diária de documentos, apareceram logo em seguida os falsários, estes procuravam enganar terceiros, tentando reproduzir alguns documentos o mais fidedignamente possível. Como toda ação provoca uma reação, surgiu a documentoscopia, ciência da criminalística que estuda a autenticidade de documentos. Estes estudos vão desde análises grafotécnicas (estuda a escrita), passando pelos diferentes tipos de papel ou suportes utilizados, chegando até a análise da tinta utilizada para escrita ou impressão, além de vários elementos de segurança usados nos dias atuais.
Tenho feito algumas perícias em documentoscopia, mas entre elas uma me chamou a atenção, depois dessa, percebi que realmente tudo é passível de falsificação pelo homem. Pois bem, a perícia em questão tratava-se de uma suspeita de falsificação em ingresso de jogo de futebol. O caso era meio antigo, ano passado (2009), foi de uma partida entre Santa Cruz e Cabense pelo campeonato Pernambucano, já pensou?! Santa Cruz e Cabense!! Que me desculpe meu amigo Wallacy (professor e coordenador do curso de Educação Física da ASCES), mas já pensou você descobrir que está com um ingresso, para um jogo do Santinha, falso?! E ainda digo mais, o ingresso fazia parte daquele programa do governo “Todos com a Nota”, no qual você trocava notas fiscais por ingressos para jogo de futebol. Portanto, após esta perícia, ando mais desconfiado com as coisas, agora até quando pego uma nota de dois reais, olho logo para ver se tem pelo menos a marca d’água na cédula, rsrs (brincadeira ai com os tricolores, mas o fato foi real e o ingresso falso).
Abraço
 
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14/02/2010 | 20:41 | Henrique Tabosa
Hidropirataria, você conhecia?
Esta semana recebi um e-mail de um amigo, neste e-mail havia uma matéria sobre Navios-tanque que traficavam água de rios da Amazônia. Fiquei abismado.

Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce para engarrafamento na Europa e Oriente Médio, de acordo com a revista jurídica Consulex 310, de Dezembro de 2009.

Entre os vários motivos para essa atividade, o econômico, é claro. Pois é mais barato tratar as águas usurpadas (U$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (U$ 1,50) – lembram que discutimos em sala de aula sobre a dessalinização por osmose reversa?

Do ponto de vista jurídico, essa prática ilegal não pode ser deixada de lado pelas autoridades brasileiras, por serem considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio (CF, art.20, III).

O transporte internacional desta água é realizado pelos grandes petroleiros. Eles sairiam de seus países de origem carregados de petróleo e retornariam com água.

Segundo o jornalista Erick Von Farfan, do site eco21 (www.eco21.com.br), o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais e pesquisadores estrangeiros autônomos. Ainda, alguns pesquisadores brasileiros ressalvam que além do roubo de água doce, pode estar ligado o contrabando de peixes e outras espécies, como microrganismos. O que já nos é bem conhecido como biopirataria. Isto colocaria em risco a soberania dos territórios panamazônicos.

Há previsões que num período entre 100 e 150 anos, muitas guerras sejam motivadas pela detenção de recursos hídricos para consumo humano, não mais por petróleo.

Para ver matéria completa acesse:

 

 

Bom, mudando de assunto...
 
Neste domingo de carnaval, durante o meu horário de almoço aqui no Instituto de Criminalística, em Recife, fiz um pequeno vídeo como atividade acadêmica extra-sala. 

Este vídeo contém algumas questões (estudo dirigido) sobre uma das minhas disciplinas (descubram qual) e traz algumas perguntas para serem respondidas aqui mesmo, no blog do site da ASCES, na forma de comentário. Lembro que a pontuação envolvida será extra e quem não tiver como realizar a atividade não será prejudicado. Funcionará da seguinte forma:

a) Cada pessoa só poderá responder a APENAS uma questão e será atribuído 1,0 ponto (na 1ª avaliação escrita) para a primeira pessoa, por turma, que responder corretamente ao quesito e 0,5 ponto (também na 1ª avaliação escrita) para a segunda pessoa, da mesma turma, que responder corretamente a mesma questão;

b) Não se esqueçam de colocar o seu nome e período, ok? Lembro também que em caso de respostas iguais, a pontuação será apenas para a primeira pessoa que respondeu e as demais não receberão a pontuação;
 
Ah! Tem outra coisa que ia me esquecendo de dizer a vocês, não irei comentar em sala sobre esta atividade, quero saber se vocês andam antenados no mundo, rs.
 

Abraço

 
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02/02/2010 | 13:34 | Henrique Tabosa
Devolução de Medicamentos Controlados

 

No dia-a-dia das Farmácias de Manipulação, várias atividades exigem muita atenção por parte do Farmacêutico. Entre elas a relação Estabelecimento-Paciente, no tocante a parte comercial. Pois alguns clientes voltam à farmácia com a reclamação de que havia menos cápsulas do que o solicitado, "coincidentemente" grande parte dessas reclamações estão relacionadas a medicamentos de uso controlado, em sua maioria anorexígenos utilizados para auxiliar na perda de peso.

Dentre os motivos encotramos: uso indevido do próprio paciente que tenta acelerar o processo de emagrecimento, aumentando a dose por conta própria ou até mesmo a utilização do medicamento por alguma outra pessoa da família ou amigo que também tenha interesse nos resultados do paciente.

MAS (com letras garrafáis), se ao invés de reclamar, tal paciente tiver interesse em devolver ou trocar o medicamento controlado por algum motivo pessoal? Como devemos proceder??

Os bacharéis do direito lembram que a relação do consumidor na compra de produtos e serviços é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Porém, a regulamentação de medicamentos sujeitos a controle especial obedece a normatização internacional de controle de substâncias e medicamentos entorpecentes e psicotrópicos que no Brasil é regulamentada pela Portarias 344/1998 e 06/1999

O artigo 90 da Portaria 06/99 recomenda ao paciente ou ao seu responsável que faça a entrega destes medicamentos à vigilância sanitária, para serem incinerados. Ou seja, estes produtos, por sua própria denominação (controlados), se sujeitam a normas diferenciadas das demais.

A devolução destes produtos ao estabelecimento que os vendeu, como ocorre com produtos eletroeletrônicos, alimentos, vestuário e calçados, acarretaria um alto risco sanitário decorrente da devolução de um medicamento (controlado ou não) ao comércio varejista.

Por exemplo, fatores como temperatura e umidade relativa interferem diretamente na qualidade e estabilidade de um medicamento. Ao sair da drogaria não possuirá mais nenhum tipo de controle por parte do farmacêutico, daí a obrigatoriedade de toda drogaria possuir um farmacêutico, caso contrário poder-se-ia trocar medicamentos como se trocam roupas, CDs ou biscoitos em supermercados.

Existem alguns motivos para uma troca, por exemplo, se o cliente for a um estabelecimento farmacêutico e o medicamento adquirido vier da fábrica com algum desvio de qualidade, é possível. Contudo, se um (a) consumidor (a) ou responsável pelo enfermo adquiriu um medicamento e depois quer trocar por outro por qualquer razão: interrupção, falecimento do paciente, isto não é possível tendo em vista o que chamamos de risco sanitário, pois ao sair da farmácia ou da drogaria o produto saiu da responsabilidade do farmacêutico (não se sabe mais em que condições foi transportado, armazenado) e como este profissional não poderá mais ser responsabilizado pela qualidade do produto, por razões técnicas e legais, esta troca não pode ser efetivada (De acordo com a ANVISA - ver em http://www.anvisa.gov.br/faqdinamica/index.asp?Secao=Usuario&usersecoes=1&userassunto=167) .

Após a saída do produto do estabelecimento farmacêutico, não há garantias de que o consumidor observou os cuidados necessários de armazenamento para sua preservação. Por exemplo, o consumidor pode ter deixado o produto por várias horas no seu carro fechado e estacionado ao sol (calor excessivo) ou armazená-lo em condições que comprometeriam a qualidade do medicamento (ambientes umidos, por exemplo).

Embora possa até ser possível que o medicamento tenha sido guardado sob condições seguras, é impossível à farmácia ou a drogaria assegurar com toda a certeza que a integridade e estabilidade do produto foram mantidas (Lembram das nossas aulas sobre estabilidade de fármacos?).

No caso do medicamento controlado existe um risco sanitário ampliado por ocasião de uma possível troca ou devolução, pois além dos riscos citados aos medicamentos não controlados temos o risco adicional de a drogaria manter estoque paralelo, onde é possível a venda sem receita (problema ocorrido em Caruaru, neste final de ano de 2009, para ver mais detalhes e uma reportagem exibida pelo NETV acesse meu blog em http://henriquetabosa.blogspot.com/).

Contudo, este não é o único motivo para tal impossibilidade. O medicamento controlado se sujeita a normas diferenciadas das demais. A Portaria 06/1999 (artigo 93, 4º Parágrafo), diz que um produto desta categoria, ao sair do estabelecimento farmacêutico, deve ter sua “baixa” efetuada pelo farmacêutico no Livro de Registro específico (que é documental para efeito de controle e fiscalização), através da receita ou notificação de receita do paciente/comprador.
Para que um produto possa ter sua “entrada” efetuada neste livro, esta somente pode ser feita por Nota Fiscal de compra (de uma distribuidora ou de uma filial) e não por qualquer outro meio, como por exemplo, a devolução do medicamento. Ou seja, a impossibilidade da devolução decorre de DOIS fatores: o RISCO SANITÁRIO somado ao FATOR LEGAL.

Ainda é sabido que constitucionalmente o direito à saúde está acima das relações econômicas. Desta forma, a impossibilidade de troca trata-se de uma questão de saúde e não mera questão econômica.

(Matéria retirada do Blog Magistral - com adaptações)

 
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27/01/2010 | 10:15 | Henrique Tabosa
Como é o trabalho do Perito Criminal?
As atividades do Perito Criminal estão cada vez mais em evidência nos telejornais e na mídia como um todo, casos clássicos nos dias atuais, como “os Nardoni” da menina Isabela, Suzane e os irmãos cravinhos em São Paulo, a queda do avião da Air France, durante o vôo 447, próximo a Fernando de Noronha e até a morte do ex-vereador Lambreta, regionalizando o nosso foco, tornam-se elucidados logo após a emissão dos laudos periciais. Mas, afinal, o que o perito criminal faz? Seriados de televisão como o CSI (Crime Scene Investigation – algo como Investigação da Cena de Crimes) são recordes de audiência, principalmente entre os jovens. Nos dias atuais, o segmento da polícia científica, como é conhecida a parte da polícia da qual fazem parte os peritos criminais, atuam desde “as maiores alturas do céu, até as profundezas do mar”, como é descrito por muitos amigos peritos já veteranos na área. São perícias que envolvem crimes como homicídios, que a partir do laudo pericial, é possível às autoridades policiais prenderem o criminoso, não o deixando escapar, ou inocentando pessoas honestas que foram erroneamente acusadas. Solicitação de laudos para análise de drogas, tem se tornado comum. Nestes laudos, os peritos descrevem a substância analisada, estado de conservação e concentração das drogas. Nossa região agreste vem sofrendo com a invasão de drogas, principalmente nestes últimos anos. Drogas como o crack, que tem uma ação devastadora sobre os usuários, estão sendo comumente encontradas, principalmente em Caruaru. Outro segmento da perícia que está em franco crescimento é o dos crimes cibernéticos, cometidos através da rede mundial de computadores, a internet. Este semestre, o professor Carlos Henrique Tabosa, professor do curso de Farmácia, está participando do curso de formação profissional de Perito Criminal, através do concurso realizado pela polícia civil de Pernambuco, no qual ficou em primeiro lugar dentro do grupo dos Farmacêuticos. Em quatro meses de formação, serão vistas 34 disciplinas que integram o currículo do curso para os Peritos Criminais. Logo após concluir todas as matérias, o professor será nomeado perito criminal e estará apto a realização dos diversos tipos de perícias. “A carreira de Perito Criminal é fascinante, realizar um trabalho que ajudará a sociedade a combater as injustiças lhe traz um retorno moral inestimável”, afirma o professor do curso de Farmácia, Carlos Henrique Tabosa.
 
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