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22/12/2011 | 18:31 | Agenor Jácome
Águas pelo Águas - Fúlvia Silva
        A mais antiga participante discente do PAA é aluna do 7º Periodo do curso de Biomedicina e participa do Projeto desde o 2º Periodo. Tendo por característica o “vício” por estudar e o tão conhecido “abraço da monitora”, Fúlvia Silva, essa passirense de 24 anos, irá nos contar o passo a passo das suas 4 monitorias, 2 INICIAS, 2 TCC, 1 trabalho apresentado em congresso nacional, jornada científica e uma premiação em 1º lugar na categoria de apresentação oral. Fulvia, a palavra é sua! 
 
Como tudo começou?
Através do pré-águas. A seleção para o projeto só poderia ser feita a partir do 3º período do curso, mas estava tão interessada e tão ansiosa para conhecer e participar do projeto que fiz parte do pré-águas durante 6 meses. Tínhamos várias conversas, dinâmicas e a cada dia aumentava a minha vontade de participar. Quando estava no 3º período do curso de Biomedicina e abriu a seleção, fui uma das primeiras a fazer a inscrição, estudei bastante para a prova, dei o melhor de mim na entrevista e aguardei super ansiosa o resultado que quando saiu e vi que tinha sido aprovada pulei muito, gritei e sai ligando pra todo mundo dizendo que tinha passado. Fiquei muito feliz e nesses dois anos que estou no projeto minha felicidade aumenta cada dia mais.
 
O PAA mudou a sua vida?
Com certeza! A minha vida mudou muito e pra melhor. Com o projeto aprendi ainda mais a importância de ajudar as pessoas, o conhecimento que adquirimos e compartilhamos com a sociedade, a importância da qualidade da água que consumimos. Aprendi a vencer meus medos, a deixar a timidez de lado, despertei para um mundo tão imenso que é o conhecimento, abri os olhos para a minha vida profissional e pessoal. Posso dizer que o projeto faz parte de mim, da minha vida.
 
De que forma o PAA contribui para o seu futuro profissional?
Foi através do PAA que descobri uma das áreas mais fascinantes dentro do curso de Biomedicina que é a microbiologia. Esses pequenos microrganismos que fazem parte da nossa vida, aprendemos a diferenciar espécies, conhecer seus detalhes. Desenvolvo o meu INICIA dentro dessa área, estou desenvolvendo o TCC e quero seguir a minha carreira nesse universo maravilhoso com mestrado e doutorado.
 
O seu INICIA teve influência do PAA?
E muita! Desenvolvi o INICIA dentro do projeto pondo em prática todos os conhecimentos que adquri, buscando mais e aprendendo bastante. Vou contar um pouco como foi feito: Yalle (a minha dupla no INICIA e TCC) e eu começamos a desenvolver o projeto nas férias e só tivemos 15 dias pra fazer tudo, pesquisar artigos que estavam relacionados ao nosso tema, traduzi-los, selecionar o que era interessante e organizar tudo (introdução, material e métodos, etc). Quando faltavam apenas 10 dias para entregarrmos, só tínhamos feito duas folhas, mas não desistimos, fomos nos ajudando, passávamos o dia inteiro na frente do computador e conseguimos. Entregamos ao comitê científico e depois ao comitê de ética e em ambos foi aprovado, então chegou o momento da submissão para concorrer ao INICIA. Foram quase dois meses esperando pelo resultado, vivia aperriando Profº Agenor perguntando quando sairia o resultado, aperrei muito mesmo (rsrsrsrs). Até que chegou o dia 20 de novembro de 2010, dia do Biomédico e o resultado saiu, eu não tava na faculdade, tinha ido pra casa e o Profº me ligou, na hora que falei com ele, ele começou a fazer um monte de perguntas sobre o INICIA e eu aflita do outro lado da linha, até que ele disse: “Seu projeto foi aprovado com bolsa e ficou entre os primeiros colocados”, eu tava no ônibus voltando pra casa e comecei a gritar de alegria (rsrsrsrs). O trabalho foi feito na área de microbiologia, avaliando a microbiota oral de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e a ocorrência de infecções nosocomiais. Já estamos com um número considerável de resultados e tudo está acontecendo da melhor forma possível.
 
Você já é considerada a melhor monitora da história do PAA. Obteve mais de 160h/semestre em 2011-1, mais 260h/semestre em 2011-2 e consegue manter a sua média geral no curso de Biomedicina acima de 9,0 sem nunca ter ido para uma final. Qual é a sensação e como você consegue?
A sensação é indescritível, de muita felicidade e também de dever cumprido, pois uma das coisas da minha personalidade é começar a realizar uma coisa, não importa se é uma leitura ou um trabalho, é que gosto de começar uma coisa e ir até o fim, não gosto de deixar as coisas pela metade e também estou presente em todas as etapas do trabalho que vou realizar. Consigo fazer tudo isso com disciplina, organizando meus horários, tenho minhas prioridades que são os estudos e o PAA. Nas horas vagas gosto de ler, pois a leitura amplia os nossos conhecimentos.
 
Você já é uma veterana no PAA. Dê uma palavra para os novos alunos.
Amor. Pois quando você faz uma coisa que você ama, que realmente gosta, você não vê o tempo passar e por mais trabalhoso que seja o que você está fazendo, se torna uma tarefa agradável e prazerosa. O PAA não tem como descrever, você se torna uma outra pessoa, uma pessoa melhor, as vezes a gente não tem noção de quantas pessoas são ajudadas direta ou indiretamente e você sabe que mesmo que você tenha feito pouco (no seu ver) é uma ajuda enorme para quem recebe. Não tem coisa mais gratificante do que você ver no rosto das crianças aquele olhar de esperança, aquele sorriso pra você e aquele abraço apertado e você escuta: “muito obrigado!”. (Profº, fiquei emocionada). Naquele momento e por tudo que você fez você se sente e você é a pessoa mais feliz do mundo. O PAA não tem comparação, esse projeto é a minha vida! Por isso digo a todos que pretendem entrar no projeto, façam tudo com amor e dedicação e se estiverem dispostos a ajudar o outro sem nenhum interesse em troca a não ser a satisfação e alegria em fazer parte dessa grande família, esse é o seu lugar, esse é o seu projeto!
 
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30/08/2011 | 16:32 | Agenor Jácome
COLIFORMS BAND - O Início da História dessa Excentrica Banda

No dia 26 de agosto de 2011 foi realizado o último Show da formação original da Coliforms Band (Agenor Jácome – Teclados, Onício Neto – Bateria, Gustavo Batista – Guitarra e Thiago Yury – Vocal). Ainda tivemos a participação de Allan Rivalles (atual baixista) e convidamos Sinara Almeida (vocal feminina de Coli Band em 2008). Nesse dia toda a história da Coliforms Band passou pela minha cabeça e aproveito agora para compartilhar com nossos amigos que acompanham o Blog.

Perdoem-me pela falta de imagens. Mas até agora não entendi porque o Blog não está aceitando anexá-las. Promete que em breve colocarei os melhores momentos do Show no YouTube. 

No primeiro semestre de 2008 cheguei pra Onício e disse “precisamos fechar a peça com uma música bem animada e que sintetize toda a mensagem de cuidado a saúde através da vigilância da qualidade da água nas escolas”. Onício sugeriu a musicalidade de Dacing Day das frenéticas, no entanto ainda não tínhamos a letra. Lembro-me como se fosse hoje, Eu, Thiago, Onício, Vanessa e Elaine ao redor da mesa da sala de Estudos de Casos II no Laboratório de Práticas da Saúde da Faculdade ASCES compondo a letra da música que mais a frente seria a nossa primeira canção e receberia o nome de “Caixa dágua”. Os complementos das rimas rederam a Elaine o apelido “Elaine Jobim” pela capacidade de achar as palavras certas para os finais das frases. 

Nossa primeira apresentação aconteceu na quadra do Colégio Alvaro Lins em Caruaru. Estávamos com uma turma de crianças bastante barulhenta, uma acústica péssima e um equipamento de som pior ainda, mas mesmo assim fizemos acontecer a música com Thiago no violão e voz, eu no teclado, Onício na batera e Sinara na voz. E a galera gostou! Outras apresentações aconteceram em Gravatá ,na gravação da matéria para a Rede Globo e para a TV Jornal (SBT), sempre com a mesma formação da banda.
Após a matéria para o Bom Dia Pernambuco, percebi que precisávamos de mais músicas e um velho sonho meu começou a aflorar: a criação de um musical. Quando socializei isso com o grupo, Gibbelly já se aninou e disse: “quero uma música para o meu personagem a Dona Coliforme. Tem que ser a primeira”. Baseados no jeitão de Gibbelly, começamos a criar uma música para Dona Coliforme em cima da música “Puro Extase” do Barão Vermelho. Desta vez a música de uma banda secular serviu apenas como base de ritmo, pois começamos a mudar os acordes e criar o que seria a nossa primeira música autoral. Novamente nos debruçamos na mesa da sala de Estudos de Casos II (Nosso QG) e começamos a criar a música (Eu, Onício, Thiago e Elaine). Nosso primeiro Funk melody estava criado!
Foi ai que Onício me surpreendeu! Tivemos uma confraternização de fim de ano na casa de Vanessa e ele trouxe o violão para me mostrar uma música que ele tinha composto junto com a namorada Karla Martins (hoje esposa e mãe de Luiza). Era uma música meiga e oposta a personalidade mamute de nosso baterista (mamute porque ele sempre quebra uma baqueta ou rasga uma pele da bateria durante uma apresentação). Era o pre-set da música “A água”. Confesso que mexi muito pouco na música ajustando apenas os acordes de base para um Rock surfing no Piano, fazendo a introdução, o interlúdio e pequenas alterações na letra. Onício trouxe a música 85% pronta. Posso dizer que é uma das grandes obras de Neto.
Os trabalhos de Iniciação Científica estavam a todo vapor dentro do Projeto Águas do Agreste. Emanuel e Onício faziam um trabalho de pesquisa de Clostridium perfrigens e coliformes em alimentos em conserva comercializados em 3 feiras de Caruaru. Onício tinha uma verdadeira tara pelo Clostridium. Isso me fez criar um personagem pra ele chamado Sr. Clostridium e uma música com o mesmo nome que seria o nosso primeiro Blues autoral. Ficou complicado para Onício tocar e atuar ao mesmo tempo, logo o personagem passou a ser vivido por Kamila e Onício participava apenas na bateria.
Com o aumento do número de músicas, aumentaram também os instrumentos e os instrumentistas. Aconteceu então a chegada de Gustavo (guitarra) e Vanvan (Baixo) para compor o grupo. Já estávamos no ano de 2009. Ensaiávamos num pequeno estúdio de Caruaru chamado House (que mais a frente passaria a se chamar Barulho) e começamos a filmar os nossos ensaios para nos estudarmos e vê os possíveis erros a serem concertados. Sinara não mais participava da Coli Band (por um pedido meu) para poder se dedicar integralmente a estudar para a seleção do mestrado em Recife-PE. Veio então a viagem para Venturosa-PE, numa ação em conjunto com a Igreja Presbiteriana da Madalena (IPM) de Recife-PE. O equipamento de som da IPM era bem superior àqueles utilizados por nós nas apresentações. Foi uma viagem marcante para o PAA em todos os sentidos e começamos a sonhar com um musical com mais músicas.
Ao nos juntarmos com os Projetos Mestres do Sorriso e ART da odontologia, criamos o evento Festival da Criança ASCES dedicado às escolas públicas municipais e estaduais de Caruaru, uma vez que não era possível apresentar a peça em todas as escolas por falta de infraestrutura. Nessa época Vanvan estava tendo dificuldade de ensaiar, pois o mesmo estava estendendo o horário de trabalho. Veio então Danilo para substituí-lo no baixo. Criamos a música Coliforms Blues para os caça-coliformes que antes possuíam apenas músicas incidentais. No entanto, algo ainda estava incompleto. Os dois projetos de odontologia não tinham músicas autorais, apenas versões de músicas muito antigas com letras voltadas a ação preventiva de saúde bucal. Foi ai que numa maré de inspiração, em um único ensaio, compus 2 músicas para a odontologia (Bafo e Cárie e Escova Maravilha) e um música adulta (Águas do Agreste – Tema). Mas uma vez trazia para dentro do PAA a minha vivência com o Rock e quebrava um pouco do Blues tão presente em nossas músicas. Até hoje, Bafo e Cárie é a música preferida de Thiago Yury. Tínhamos agora 7 músicas que foram apresentadas no I Festival da Criança ASCES ocorrido no final daquele mesmo ano. Conseguimos que a Nova Music patrocinasse o equipamento de som.
Pelo aumento do repertório, a vontade de gravar um CD começou a me incomadar, mas nos faltava uma coisa: recursos financeiros. Tínhamos os músicos, as músicas, a vontade, mas faltava o dinheiro. Fui ao Studio Martins e fiz a cotação de quanto seria gravar as 7 faixas e o valor ficava fora das nossas condições. Estávamos atrás de um patrocinador. Conversei com minha esposa sobre a possibilidade de nós bancarmos essa gravação. Ela topou, mas lembrou de que isso iria mexer muito no nosso orçamento.
Em um de nossos ensaios, Onício convidou Joanathan Richard para assisti-lo a fim de nos ajudar na produção do CD. Fiquei extremamente constrangido com a situação, pois não tínhamos dinheiro nem para a gravação das faixas, quanto mais um produtor musical. Agradeci a Joanathan pela presença ao final do ensaio e pedi desculpas pela empolgação de Onício. Expliquei a ele que o CD era um sonho e que não tínhamos orçamento para a gravação. Joanathan me falou que o trabalho dele poderia ser patrocinado pela Nova Music e que nós poderíamos ter uma reunião com Júnior Sá para expor o trabalho. Eu disse que não tinha muitas esperanças, pois a Nova Music já patrocinava o som dos festivais da criança e seria pouco provável que ela patrocinasse também parte do CD. Apresentamos o trabalho a Jr e ele comprou a ideia patrocinando a produção musical.
Entramos em estúdio (junho de 2010) com a cara e a coragem, pois a única coisa garantida seria o produtor. Compus mais duas músicas (Salmonella e Shiguela e a dos faixineiros) como eram pequenas juntamos a primeira com Dona Coliforme (que passou a se chamar Bactérias) e a segunda com A Água (que manteve o nome original). Na gravação, o baixista que nos acompanhou foi Tharcio de apenas 17 anos, mas com grande desenvoltura nas pegadas das músicas. No termino do trabalho, marquei uma reunião com o Diretor Presidente da Faculdade ASCES, Paulo Muniz Lopes, e ele além de concordar em custear a gravação e a reprodução de 1000 cópias do CD, propôs a gravação de um documentário sobre o PAA.
O II Festival da criança (outubro 2010) foi marcado pelo lançamento do CD “Água” e pelas participações mais do que especiais de Paulo de Tharcio no baixo e Joanathan Richard na guitarra solo.
Em 2011 a Coli Band recebeu Allan Rivalles no baixo. Tharcio estava bastante comprometido com a liderança do grupo de louvor de sua igreja e não pôde mais participar do PAA. Allan foi o primeiro baixista selecionado entre os alunos do PAA (Vanvan, Danilo e Tharcio eram convidados). Pela primeira vez tínhamos uma banda exclusivamente de Biomédicos. Fato marcante do primeiro semestre de 2011 foi a viagem para Jucati-PE que chamou atenção pela passagem de som da Coli Band denominada de Warmup Coliforms Band (vídeo bastante acessado do YouTube). Vários integrantes do PAA gostaram do som feito no Warmup e propuseram que fizéssemos um Show para os próprios integrantes do PAA e convidados. Nascia ai o Show “Águas para o Águas”.
Apesar da boa vontade em fazer o show e planejar a gravação do segundo CD, percebi que meu ex-orientado, ex-aluno, grande amigo e afilhado de casamento Onício Neto mostrava sinais de desgaste e sua empolgação não era mais a mesma para as coisas do PAA. Onício agora era pai, marido, residente em saúde coletiva, dono de casa, morando em outra cidade, sem contar que as novas propostas não envolviam mais o Groove, Blues e Funk ritmos que são a paixão da vida dele. O PAA planejava fazer um CD mais infantil, vocalizado, mais calmo e que fugia completamente ao estilo do anterior. Compus 5 músicas para o Show “Águas para o Águas” no estilo Rock Progressivo e percebi que ele não estava mais tão sintonizado com os sonhos e direções tomadas pelo PAA. Conversamos dois dias após no Facebook e ele me pediu para que aquela fosse a sua última apresentação com a Coli Band. Sem ressentimentos de ambos os lados, até porque a nossa ligação vai além do PAA, decidi aceitar o pedido de Onício lembrando que ele foi muito importante para o PAA e que deixou a sua marca na composição das músicas. Chega ao fim a era do nosso querido Mamute da Batera.
Percebi também as dificuldades apresentadas por Thiago e Gustavo. Thiago é dono de laboratório, faz especialização e curso preparatório para o mestrado em Recife e vive em uma cidade distante de Caruaru. Gustavo, apesar de ser o que está mais perto, está bastante envolvido na finalização de sua especialização em acumputura e na preceptoria da Faculdade ASCES.
O Show “Águas para o Águas – como tudo começou” foi marcado pela despedida da formação original da Coli Band. Houve a apresentação de músicas novas, versões adultas das músicas da Coli Band e as tradicionais músicas que foram tocadas e dançadas. Não consegui conter a emoção do momento e a noite ficou mais fantástica com o belo depoimento de Thiago sobre esses quase 4 anos de PAA. Foi perfeito!
Agora vamos trabalhar duro seguindo a direção. A Coli Band contará agora com a flexibilidade de Allan Rivalles, a criatividade e o vocal afinadíssimo de Kaká Medeiros, a grande experiência em trilhas sonoras e gingles de Kleber Lindoso e o ritmo forte e bem marcado de Thiago Carlos. Sem contar com a participação mais do que especial de Thiago Yury e Gustavo Batista, nossos eternos Coliformers Band. Que venham mais talentos!
Isso tudo é mais que incrível
Colher, fazer, cantar, dançar e interpretar
Tudo isso parece impossível
Mas é mais do que possível
Se todos se juntar

Para vidas alcançar”

 
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24/07/2011 | 09:21 | Agenor Jácome
Análise Ambiental

A partir desse semestre, o curso de Biomedicina, em sua nova grade, inicia a disciplina de Análise Ambiental. Trata-se de uma disciplina obrigatória que vem substituir a já consagrada Análise de água por ser mais completa e envolver a análise de outros elementos ambientais. Mais qual será o conteúdo abordado nessa cadeira?

            Os ciclos químicos do planeta são cada vez mais perturbados pelas atividades humanas, e esses distúrbios podem degradar a qualidade de vida. A capacidade humana de amenizar esses distúrbios se resume não apenas na conscientização ambiental mas na formação de profissionais habilitados para atuarem na identificação desses fenômenos.

              Dentre os profissionais envolvidos podemos destacar o profissional Biomédico que em função de sua bagagem de conhecimento na área de microbiologia pode atuar nas análises bacteriológicas da água, ar e solo.

              Não significa dizer que esse profissional não possa atuar em outras áreas da análise ambiental como a química ambiental, área de atuação do Engenheiro Ambiental. No entanto a temática do curso leva para área microbiológica enquanto a Engenharia ambiental leva para as análises químicas.

              Serão abordados os seguintes temas:

·         Análise Ambiental e atmosfera

·         Química do oxigênio e ozônio atmosférico

·         Poluição do Ar

·         Água: Visão Geral e do Ponto de Vista Histórico;

·         Microbiologia das águas Naturais;

·         Doenças Transmitidas por água;

·         Enterobactérias;

·         Algas, morfologia, classificação, cultivo;

·         Toxinas de algas presentes em água potável. Métodos de detecção;

·         Controle de Qualidade no laboratório de microbiologia;

·         Análise Bacteriológica de águas para consumo humano (Legislação);

·         Métodos Alternativos para Análises de água;

·         Água para Hemodiálise;

·         Águas de Recreação;

·         Microbiologia dos Esgotos;

·         Águas Subterrâneas;

·         Água Mineral;

·         Montagem de protocolos de análises, meios e materiais.

              A disciplina é de 72h de duração, sendo 36h teóricas e 36h práticas oferecida no sexto periodo do curso de Biomedicina.

 

 
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20/07/2011 | 09:20 | Agenor Jácome
Abertas as inscrições para a temporada 2011-2

Galera,

Estão abertas as inscrições para a temporada 2011-2 do Projeto Águas do Agreste.

Estudantes dos cursos de Biomedicina, Farmácia, Odontologia, Educação Física e Engenharia Ambiental podem participar do projeto. Os candidatos devem estar regularmente matriculados na Instituição.


Estão sendo oferecidas 23 vagas, distribuídas para os cursos mencionados acima. O projeto funciona de quarta a sexta-feira, sempre das 8h às 18h, em regime de escala. Os candidatos devem ter disponibilidade de 04 horas semanais.

A inscrição está sendo feita pelo próprio candidato na secretaria do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Saúde, NPE-Saúde, até o dia 31 de julho de 2011, no horário de 8h às 13h e de 01 a 09 de agosto no horário de 8h às 12h, das 14h às 17h e das 19 às 21h, com o preenchimento de ficha específica. O estudante deverá enviar para o e-mail agenorjacome@yahoo.com.br o histórico escolar e Currículo Vitae com foto. Não é cobrada taxa de inscrição.

A seleção constará de avaliação teórica com o seguinte conteúdo: Biomedicina, Farmácia e Odontologia: Bacteriologia Básica (colorações, morfologia e meios de cultura), Engenharia Ambiental: Educação ambiental, Educação Física: Avaliação de composição, análise do histórico escolar, além da entrevista.

As provas serão realizadas no dia 10 de agosto, às 19h, na Fábrica dos Sonhos (Sede do Projeto), no Campus da Faculdade Asces. A prova para o curso de Educação Física será agendada posteriormente. As entrevistas serão no dia 12 de agosto, neste mesmo local.

O edital com detalhes da seleção e outras informações você encontra na seção de downloads do site da Faculdade www.asces.edu.br.

Fonte: Acessoria de imprensa Faculdade ASCES

 
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10/07/2011 | 09:19 | Agenor Jácome
Águas pelo Águas - Priscila Gonçalves

Entra no ar a mais nova sessão do Blog chamada “Águas pelo Águas”. A cada mês um aluno do Projeto Águas do Agreste (PAA) será entrevistado e compartilhará conosco suas experiências no PAA. Na nossa edição de abertura, a entrevistada será a aluna Priscila Gonçalves.

Priscila é aluna do 5º Periodo do curso de Farmácia da Faculdade ASCES e está no Projeto Águas do Agreste há 6 meses. Dona de um sorriso e simpatia contagiantes, essa Caruaruense de 19 anos relata as muitas emoções e desafios vividos nesse meio ano que está no Projeto.

Priscila, como você descobriu o Projeto Águas do Agreste (PAA)?

Através do site da ASCES. Lia todas as reportagens que saiam e sempre entrei no hotsite do PAA. Fiquei extremamente eufórica quando abriu a seleção de 2011-1! Fui uma das primeiras a me inscrever! No dia da prova teórica estava super nervosa e na avaliação dos talentos tentei dá o máximo de mim. Estava muito ansiosa pelo resultado e, quando saiu, liguei pra todo mundo que conhecia dizendo PASSEI, PASSEI!

Como você imaginava o PAA?

Não tinha noção da dimensão do PAA antes de entrar. Quando conheci a fabrica dos sonhos, vi os grandes símbolos pintados na parede, ouvi a banda tocar, ouvi o CD, acompanhei as coletas de amostras em locais fora de Caruaru e participei de diversas dinâmicas para aperfeiçoamento do desempenho no teatro, pensei “Meus Deus! A coisa aqui é muito séria!”. A descoberta foi maravilhosa.

O PAA mudou a sua vida?

E como! Posso considerar que existia uma Priscila antes do PAA e outra completamente diferente depois dele. Aprendi a importância da análise de água, da transmissão de conhecimento para a sociedade, do teatro, da dança e da música. Aprendi também a conviver com pessoas de vários cursos, a vencer a minha timidez, a ser dinâmica, a improvisar, a superar os meus defeitos... Se você me perguntar se sei definir o PAA, vou dizer que não existem palavras para isso. É o quintal da minha casa, a extensão do meu lar (risos). Toda a minha vida mudou depois do projeto: visão profissional, pessoal. Nossa! Minha vida está completamente integrada a ele.

Para você, qual a relação do curso de Farmácia com o PAA?

Acho muito importante o aluno de Farmácia fazer o PAA. Não só pela parte lúdica, mas pelo fato de existir uma carência muito grande no curso com relação à análise de água. Meu Deus! Tem muitos detalhes! Como também a pesquisa científica. Meu INICIA nasceu dentro do Águas do Agreste.

 

 E a viagem para a Espanha? Como será se afastar do PAA por seis meses?

Afastar? De jeito nenhum! Primeiro porque viajo somente em setembro e vou para o PAA até lá! Segundo porque o meu INICIA nasceu dentro do PAA. Minha ida para a Espanha vai ser voltada para o INICIA e para o PAA. Vou buscar fazer disciplinas sobre biotecnologia, microbiologia, análise de água e alimentos. Esse é meu foco! Quero voltar para ser monitora do PAA e desenvolver meu INICIA com excelência! Sem contar que vou usar esse Blog como uma forma de me comunicar e me manter informada do PAA. Prof. Agenor encontrou uma pessoa que nunca mais vai largar do pé dele (risos).

Dê uma palavra final para os nossos leitores

O PAA não se define. Se vive, se sente. O aluno é levado a explorar as suas potencialidades nas mais diversas áreas (técnica, científica, social e artística). Crescemos muito dentro do PAA! Viramos família! E espero que na próxima seleção entrem pessoas que se dediquem de corpo, alma e espírito ao PAA. Que não entrem apenas colegas de laboratório, mas que estes se tornem irmãos!

 
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25/06/2011 | 09:18 | Agenor Jácome
De volta ao ar

Caros alunos,

Após um longo periodo ausente, o nosso blog está ativo novamente. Com  notícias sobre qualidade da água, alimentos, microbiologia, biotecnologia e nanotecnologia. Sem contar a parte arte cultural tão bem desenvolvida pelo Projeto Águas do Agreste.

Temos algumas novidades para esse segundo semestre de 2011:

  • Conteúdo sobre as disciplinas Análise de água, Analise Ambiental e Bromatologia oferecidas aos cursos de Biomedicina e Farmácia
  • Notícias sobre o Projeto Águas do Agreste (abertura de seleção, número de vagas, objetivos para o semestre, visitas, shows, peças, bastidores e muita diversão).
  • "Águas pelo Águas": A opinião dos próprios alunos sobre o Projeto Águas do Agreste
  • Nanotecnologia - Um espaço reservado para aqueles que gostam de tecnologia de ponta
  • "O que fazer"? - Guia para os alunos que querem seguir para o mestrado ou especialização
  • Biologia x ambiente - Uma maior aproximação entre o estudante de engenharia ambiental com a área de saúde

Pois é caros alunos temos muitas novidades!

E na próxima edição, já teremos o nosso primeiro "Águas pelo águas" com aluna do curso de Farmácia e do Águas do Agreste, Priscila Gonçalves!

Não percam!

 
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13/04/2009 | 09:16 | Agenor Jácome
Você sabe o que é uma água potável?
Muita gente me pergunta se uma água com aspecto cristalino é sinônimo de água potável. E eu respondo: nem sempre. Define-se como água potável, aquela água destinada ao consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos, atendam ao padrão de potabilidade fixado pela legislação vigente e que não ofereça riscos à saúde. Entretanto, são os parâmetros microbiológicos que oferecem o controle para os risco considerados de efeito à curto prazo. Os demais, na sua maioria, são considerados de efeito a médio e longo prazo, pois estão associados ao consumo regular e contínuo de uma água, por semana, meses e até anos. Costumamos dizer as nossas crianças no ensino fundamental que a água é insípida, inodora e incolor, no entanto o aspecto de uma água, dito também como suas propriedades organolépticas (sabor, odor, cor e cheiro), é dependente do tipo de solo e, conseqüentemente, das propriedades físico-químicas da mesma. Para se ter uma idéia, existe mais de 15 tipos de água mineral (alcalinas bicarbonadas, alcalinas terrosas, magnesianas, sulfatadas, nitratadas, radíferas, dentre outras). Cada uma delas possui uma cor específica, um odor específico e, pasmem, um sabor específico e nem por isso deixam de ser água potável, uma vez que todos os seus parâmetros estão dentro da legislação. Uma outra preocupação por parte do consumidor é a questão de se ter uma água turva (cor de areia). Esse tipo de água é muito comum em regiões banhadas por rios. A turvação dessa água pode ser provocada por materiais minerais ou detritos, que por si não tornam uma água não potável. No entanto, o grande perigo está na presença de microrganismos patogênicos ou indicadores de patogenicidade (coliformes, Pseudomonas, clostridios e enterococos) que podem NÃO mudar o aspecto de uma água, mas reprovam o consumo da mesma, pois são depósitos de agentes causadores de doenças. Uma forma de você descobrir se água que você está consumindo é potável ou não é procurando dados sob o produto que você está consumindo junto a vigilância sanitária de seu município ou fazendo a avaliação periódica do padrão de potabilidade em um laboratório especializado. Desta forma poderemos beber uma água de qualidade sem prejudicar a nossa saúde. Prof. Agenor Jácome é mestre em biotecnologia, doutorando em química e coordenador do Projeto Águas do Agreste.
 
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Agenor Jácome
 
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