Faculdade Asces
09 de Novembro de 2012 | 02:47 | Adilson Ferraz
(NOVOS) PROTESTOS EM BUENOS AIRES

 A partir de uma convocatória feita no Facebook, cerca de 700.000 personas saíram as ruas de Buenos Aires (e outras cidades, como Córdoba, Mendoza, Rosário e Bariloche) para protestar contra políticas do governo Kirchner. Entre as reclamações então o aumento da inflação, a tentativa de articulação política da presidente para aprovar uma emenda que permita sucessivas reeleições, falta de segurança, etc.

A manifestação desta quinta foi apelidada de 8N, uma referência ao dia 8 de novembro e uma ironia ao 7D, sigla escolhida pela presidente para se referir a 7 de dezembro, data de promulgação da chamada "Lei de Meios".

Um comentário do Face:

" Hoy estuve en el obelisco y en la plaza de Mayo...sensación? Sin odios, simplemente la gente está harta de tanta arrogancia de poder por parte del Gobierno. Nos quieren tomar por idiotas y nos rebelamos. La gente está harta de mantener a este Gobierno corrupto. Harta de violencia e inseguridad, harta de que le metan la mano en el bolsillo y encima que la insulten privándola de su libertad de decisión. Harta de controles y regulaciones facho-stalinistas. Basta de ignorantes al poder. Basta de decir ¨poder¨ es hora que estén a nuestro servicio; no son nuestros amos...no se confundan. Déjenos de castigarnos con impuestos y retenciones para mantener lacras de funcionarios y politicos con empresarios prebendistas que nos obligan a tener malos y caros productos y servicios. Hartos de que el gobierno castigue a la gente laburante y que jamás agradeció al pueblo por tener las millonaria recaudación mensual que tanto se ufana de obtener como si fuera un logro de su administración. Harta de tener un gasto público deficitario que genera Inflación. Harta de mantener ignorantes soberbios...flatulentos de ¨poder¨"

A presidenta respondeu a imprenssa:

"No hay que aflojar nunca, ni en los peores momentos"

Bem, o problema é o que ela entende por "aflojar"...

 

 
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07 de Novembro de 2012 | 21:22 | Adilson Ferraz
LULA, O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS?

Pessoal, estive em Porto Alegre há duas semanas em uma evento da PUC-RS. Gostei bastante da cidade, muito organizada e arborificada, embora não tenha o charme de Buenos Aires. Me chamou a atenção o fato de as vias exclusivas usadas pelos ônibus serem desativadas nos fins de semana para que as pessoas usem pra fazer caminhada, andar de skate, bicicleta, etc. Houve um acontecimento engraçado, quando estava indo pra PUC, vocês podem perguntar ao prof. Marco Aurélio que ele conta a história vocês.

Escrevo também para postar um vídeo que está no youtube e que tem se tornado bastante popular (proibido para ouvidos sensíveis a palavrões!). O que realmente interessa está no minuto 13:00 em diante.

https://www.youtube.com/watch?v=HqT8RQmHAB4

 

 
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29 de Setembro de 2012 | 12:13 | Adilson Ferraz
HAHAHA

 

A Argentina é o país do mundo com mais dólares após os Estados Unidos, "cepo cambiario" é uma criação midiática e o governo não persegue a imprenssa. Foram alguns dos argumentos da presidenta Cristina Kirchner em resposta aos alunos da Universidade de Havard esta semana. Mas o mais interessante foi a resposta de um dos alunos:

CFK - Vos estás estudiando en Harvard, te parece que podés hablar de cepo cambiario?

Aluno - "Sí, puedo, no se si lo sabe... puedo opinar y decir lo que quiero, libremente".

...

 

 
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27 de Setembro de 2012 | 15:06 | Adilson Ferraz
Entrevista com Marcelo Pelizzoli

Como gerar menos lixo e salvar a Terra?

Posto uma interessante entrevista com o Dr. Marcelo Pelizzoli, publicada na Mundo Jovem edição nº 397, junho de 2009.



O problema da produção e do destino do lixo não é tão simples e superficial como pode parecer. Por isso, convidamos o filósofo e ecologista Marcelo Pelizzoli, para responder aos leitores algumas questões mais profundas sobre esse tema, que tanto inquieta a nossa consciência e sensibilidade.

Que sociedade é essa, que gera tanto lixo?

O lixo (resíduos) sempre existiu. Mas hoje mostra-se o elemento recalcado e ao mesmo tempo revelador do drama da humanidade. O drama da pobreza, por exemplo, revelado nos resíduos da subnutrição, vestígios da falta de uma série de vitaminas; o drama da riqueza e da lambança, com seus resíduos monstruosos; o drama da autodestruição da saúde. Tudo isso revela o drama da busca estonteante por sentido, por prazer, em objetos que se avolumam e se descartam (pois o desejo não tem fim). Há uma angústia revelada no lixo, na sua mistura tóxica, no seu esquecimento. O lixo é nossa sombra - pessoas também tornam-se um pouco lixo. O lixo está na lógica da exclusão que adotamos. E como tudo o que é recalcado, ele retorna subrepticiamente em nossa água (o cocô que fazemos vai para a água e volta para nossa boca), em partículas no ar, em elementos dentro do leite, da carne, e alimentos em geral. No lixo da classe média alta, principalmente da classe alta, em que o volume de resíduos chega a ser dez vezes maior do que da classe popular, está revelada a monstruosidade, a autodestrutividade de um modelo de vida. Há, ali, uma noção de ser humano. O que os seres humanos querem? O que estão buscando? O lixo é muito revelador disso. O consumo de coisas está aumentando consideravelmente e as pessoas ainda não estão felizes.

Poderia ser diferente?

Exige rever o sentido que damos à nossa vida, e o que alimenta nossa existência, nada menos. Bem, aí eu apelaria ao Dalai Lama que, em seu livro, Uma ética para o novo milênio, diz que o problema está ligado ao consumismo. Mas por que ao consumismo? Porque o consumismo está ligado a uma questão de como as pessoas escapam ao sofrimento, buscam a felicidade. Isso Aristóteles também dizia: "Todo o homem busca a felicidade". Agora, como? Apostando num tipo de desejo: que o desejo existencial de sentido à sua vida seja realizado com objetos. E aí, é claro, como os objetos não realizam, você precisa de um, dois, muitos objetos, coloridos, de todo tipo etc. E aí está o motor do capitalismo. Fazer diferente seria buscar, ir às raízes, à condição existencial do humano. Como se poderia cultivar dimensões de felicidade, de emoções positivas, formas de organização social, que tragam mais realização, para que não se precise apelar tanto a uma completude objetal (um termo que a Psicanálise coloca). Quando a mentalidade da exclusão do outro, dos seres selvagens, dos insetos e bichos, exclusão do doente, do estranho, do sujo, quando essa emoção acabar, integraremos naturalmente o lixo, que é parte de nós.

E a reciclagem do lixo?

Quando se fala de lixo é preciso retomar o que muitos chamam de quatro erres, que já é clássico. O primeiro erre é Repensar. E eu acrescentaria junto com o repensar a dimensão mais importante ainda, que é Ressensibilizar, sensibilizar as pessoas, tocá-las afetivamente. A questão ecológica não é a questão verde, não é um ramo da Biologia. Esse repensar, ressensibilizar é o primeiro ponto, a raiz da coisa. Depois a Redução, o Reaproveitamento e, por último, a Reciclagem. O nome lixo é um reducionismo para uma gama de materiais diferentes. Só de plástico, por exemplo, há dezenas de formas. O que é preciso dizer é que a reciclagem tem limites; depois de algumas vezes, muitos materiais já não suportam ser reciclados. O grande desafio é o que fazer com uma gama cada vez maior de equipamentos, baterias, pilhas. É preciso saber claramente que, quando compramos isso, estamos deixando a conta verdadeira para nossos filhos e netos. O problema não são as montanhas de lixo apenas, mas tudo o que está implicado nele enquanto consumo e poluição, exclusão social: dramas humanos por excelência. Outro problema é como o lixo está dentro do nosso sangue. Novamente o exemplo do cocô na água. Essa mesma água é a que se bebe. Então, o lixo que a gente produz, está no nosso sangue. Ele vai para a terra, para o leite, para a carne. Ele é reprocessado, mas sempre sobra um tipo de molécula e resíduos químicos que voltam. Esse é um problema, por exemplo, do plástico. Há um dado muito interessante, apurado há muito tempo, que mostra que o homem europeu, nos últimos 40 anos, diminuiu em 50% sua produção de espermatozoides, basicamente por causa dos resíduos de plástico e de agrotóxicos.

Como você vê a estrutura e a gestão da coleta seletiva e da reciclagem no Brasil?

A administração pública estará sempre com ferro em brasa nas mãos enquanto não se implementar modelos de cidades sustentáveis, retorno a produções e comercialização locais. Reciclagem no Brasil basicamente depende das formiguinhas salvadoras, que são os catadores, as associações que tiram disso seu sustento. Muitas pessoas não têm ideia de quão importante é esse trabalho, e o que elas jogam e como jogam (sujo ou limpo) fora seus resíduos. Tal como Freud denunciou o recalque das nossas sobras e sombras no inconsciente, a ecologia denuncia e faz de novo responsável o consumidor. O lixo é nossa parte, faz parte dos alimentos e materiais. Deve ser integrado e não negado, esquecido, misturado. O ápice da dicotomia é o lixo atômico. Todo lixo é natureza - o problema é que alguns demoram milhares de anos para se incorporarem novamente de modo equilibrado. É muito importante que a sociedade se dê conta disso. Primeiro, é preciso reduzir a quantidade de produção de lixo. Segundo, é preciso separar, reciclar... Não custa lavar os plásticos, vidros, antes de colocar para a reciclagem. Mesmo a reciclagem, que vem depois da diminuição da produção de lixo, já contribui muito para a redução do aquecimento global, pois tudo está interconectado.

Qual o papel da juventude para uma sociedade que gere menos lixo?

A juventude revela a própria insatisfação como sintoma de algo em crise na atualidade. Porque os desafios que pesam sobre a juventude, sobre as crianças que vão ter que lidar mais adiante com isso, são enormes. O peso, a dívida que está sendo deixada, é enorme. A juventude sempre teve esse papel de lançar gritos de alerta, de se rebelar contra situações. Aliás, a juventude está se rebelando o tempo inteiro, mas muitas vezes de forma negativa, com descontentamento geral, com uso de drogas... A crise humana é muito grande, não se fala aqui de crise econômica. E a juventude é a que mais sente esses problemas. Acho importante aproveitar essa energia, essa garra da juventude, e canalizar, aplicar onde deve ser aplicada, ao boicote às grandes corporações. Aplicar para uma ressensibilização, uma retomada de consciência, criar novas formas de organização em grupo, de participação política, mas, fundamentalmente, tentar boicotar essa situação e criar uma nova configuração para a sociedade, já que os jovens são os que mais sofrem dentro dessa dimensão de inquietude.

Que ações individuais e coletivas podem contribuir para uma menor produção de lixo?

A organização social em condomínios ecológicos, ecovilas, comunidades rurais alternativas; a valorização das culturas locais e a descentralização dos recursos/atividades; a formação de modos cooperativados de consumo, de empreendimentos. Meu lixo orgânico, por exemplo, volta todo para a natureza, numa composteira. Em três meses ele vira adubo. Ao optar por produtos orgânicos e ecológicos, diminui a poluição ambiental, valorizam-se as produções familiares e locais, diminuem problemas de trânsito e, principalmente, o aquecimento global. Não se tem todos os cálculos certos ainda sobre mudanças em sustentabilidade, mas quando chegarmos a 30% das pessoas adotando isso, a maior mudança civilizatória estará acontecendo. Existem também as ações individuais, no sentido de ressensibilização para a questão. Se o adulto parar, olhar nos olhos de seus filhos e pensar no que está acontecendo hoje e como será daqui a 10, 20, 30 ou 40 anos, com este nível de poluição que está sendo lançado hoje, começará a se motivar, parar de usar plásticos, diminuir os descartáveis, a se preocuparem mais com a política num sentido pleno da palavra, até chegarem à reciclagem, que acho que é a última ponta da questão.

Educação ambiental: uma alternativa?

A educação ambiental é uma alternativa que parece não ter efeito. Isso acontece porque muita gente entende educação ambiental como verdismo, simplesmente passear em parques, visitar animais, promover e/ou participar de campanhas de separação de lixo. Mas isso é muito superficial. Isso é uma forma de separar a natureza em sua dimensão natural da sua dimensão interna. É como separar o mundo externo do mundo da sua própria casa, ou da instituição da escola. Então, educação ambiental é ressensibilização, tomada de consciência existencial, de como podem ser criados modos de ser, modos de vida, onde o cultivo das emoções positivas, dos valores, da vida simples, do que a nossa tradição herdou. Essas tradições eram sustentáveis em termos de alimentação, de medicação natural. Por exemplo, o que os índios nos legaram. Só que tomamos um rumo chamado progresso que nos levou a essa situação de crise.
A educação sempre tem que ser pensada em três níveis. Educação não é o mesmo que informação. A informação é apenas um ponto básico, mas não é o principal. A nossa educação às vezes é muito informativa, racionalista e técnica. Mas não ensina o indivíduo a viver, resgatar suas tradições, ser afetivo, expressar suas dores e alegrias. O outro nível é a educação como tomada de consciência. E aí vem a dimensão crítica, política, social e sensível, que é afetividade, educação estética. Se não for assim, não funciona muito bem. Estética aqui é no sentido da sensibilidade, da beleza. Depois vem o nível três: ação. Eu preciso da informação, da sensibilização, consciência para chegar ao nível de ação.
A educação ambiental deve focar o que as pessoas sentem, nos grupos, no encontro com o outro. E destas com o que se chama meio natural. É essencialmente uma questão existencial e social, não natural, não biológica. É uma percepção ampla que toca o sentido que o universo nos permite em cada momento, em cada situação: de dor ou de amor, como lidamos com a vida e sua ordem, suas leis.
Na sua obra vivencial fabulosa, Nossa vida como Gaia, J. Macy reflete que a educação, apenas como reprodução técnica e racional, produz uma sociedade de robotizados e de desenraizados do meio natural e dos saberes tradicionais, sustentáveis, locais. Por isso, o segundo nível deve ser a consciência crítica e a sensibilidade, para então contemplar o terceiro: o agir local para melhorar. Isso inclui uma educação relacional, emocional, afetiva, de valores. Isto é, integrar-se ao ambiente como um todo. A conexão com o ambiente vai junto com a conexão com nossa psique, com medos, dores, alegrias e amores.

 
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20 de Setembro de 2012 | 17:13 | Adilson Ferraz
PROTEÇÃO DA COMUNIDADE = VINGANÇA PÚBLICA?

Recentemente a Universidade de Buenos Aires negou o pedido de um ex-militar (acusado de crimes de lesa humanidade durante a ditadura) que quer estudar na universidade. O caso vem causando polêmica. Que limites teria o poder autárquico? A negatória implica uma sorte de direito "quase-penal" do inimigo? Para mim não há muito o que discutir.

 
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Adilson Ferraz
O blog DIREITO E FILOSOFIA foi criado como um espaço democrático de construção do conhecimento, propiciando discussões sobre temas abordados em sala de aula, trazendo informações sobre as disciplinas, além de contribuir para uma interação mais dinâmica en
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