Portal Asces-Unita - A gente existe para mudar a vida das pessoas!  

Faculdade Asces

06 de Setembro de 2012 | 03:22 | Adilson Ferraz
PERDIDO NA NOITE

(LEIBNIZ, por volta de 1670)
 
05 de Setembro, 22:45hrs, uma noite sem lua, e eu penso: “FUD...!!!”
 
Estava em um ônibus lotado voltando de uma aula sobre lógica simbólica leibniziana (sim, as coisas sempre acontecem na volta...) quando pensei o que pensei. Percebo que se eu descesse ali talvez não tivesse volta. O lugar parece ser perigoso, as pessoas parecem andar com medo nas ruas – primeira vez que vi isso aqui. Tudo começou uma hora e quinze minutos antes, quando tomei a decisão de entrar em um ônibus que nunca havia pegado.
 
Aqui os ônibus se identificam por números, no meu caso, teria que pegar o n. 159. Ocorre que na maioria das vezes os números são acompanhados de letras e às vezes por nomes dos bairros. A designação completa da linha que costumo pegar é: 159 L Mitre. Existe ainda o 159 L1, 159 L2, 159 ½, agregados dos nomes dos bairros para onde se dirigem. Com pressa, entrei no 159 L Bernal, perguntando rapidamente ao motorista se passaríamos perto do COTO (supermercado) na Avenida Mitre, ele respondeu que sim. Até aí tudo bem.
 
Pensava no que havia estudado poucos minutos antes na aula sobre lógica. Leibniz (se fala láibnis), filósofo do século XVII, inclusive formado em Direito, mas também matemático, diplomata e cientista, acreditava que havia basicamente dois tipos de conhecimentos (Cogitatio Caeca ou Notio Caeca), o primeiro linguístico (cheio de problemas, tais como: vaguedade das palavras, influências históricas, etc.), o segundo próprio a linguagem ou notação matemática (aritmética e álgebra). Para ele o conhecimento referente aos números é muito mais seguro que o que advém da linguagem ordinária. Por isso a linguagem simbólica dos signos matemáticos é ideal para a ciência, pois pode inclusive ser testada. Dou um exemplo: “1000” é um símbolo muito diferente de “Mil”. Com “1000” eu posso representar mil unidades sem ter que recorrer as mil individualmente. Mas o que eu posso fazer com “Mil”? Eu posso decompor 1000 de inúmeras formas, por exemplo, 10 X 10 X 10. Mas não poderia decompor “Mil”, tampouco “Mil” é a mesma coisa de “Tausand“ (Alemão) ou Thousand“ (Inglês). Por isso, para Leibniz as linguagens pictóricas (por exemplo, o chinês e o hieróglifo) expressam mais diretamente aquilo que representam. Não vou chatear vocês com cálculos e diagramas, mas é importante saber que Leibniz foi quem deu o pontapé inicial naquilo que chamamos lógica simbólica.
 
De repente, me dei conta de que já há algum tempo não conhecia as ruas por onde passava o ônibus. Perguntei a um cara que o tempo todo estava sentado a minha frente (e eu chacoalhando em pé):
 
EU - já passamos pela Avenida Mitre?
 
ELE - Essa linha não passa na Mitre...
 
EU – Para onde vamos então?
 
ELE – eiuweujujweiuwein (símbolo de algo que não entendi, comprovando a teoria de Leibniz)
 
EU – E como chego na Mitre? Nesse lugar (eiuweujujweiuwein) tem ônibus pra lá?
 
ELE – Tem não...
 
EU – Então eu pego um taxi.
 
ELE – Lá num tem não...
 
EU – Bem, então eu pego um REMIS (= taxi sem taxímetro, muito comum aqui)
 
ELE – Também num tem não...
 
Concluí que eu estava muito perto deste lugar abaixo:
 
http://www.google.com/imgres?um=1&hl=pt-BR&client=firefox-a&rls=org.mozilla:pt-BR:official&biw=1366&bih=582&tbm=isch&tbnid=UHP8bhvBlLYiaM:&imgrefurl=http://osmarzinho.zip.net/arch2010-12-05_2010-12-11.html&imgurl=http://osmarzinho.zip.net/images/009155.jpg&w=480&h=412&ei=zzhIUJXEH4nxsgaMlICIDA&zoom=1&iact=hc&vpx=874&vpy=20&dur=2211&hovh=208&hovw=242&tx=189&ty=164&sig=111185329020362131848&page=1&tbnh=117&tbnw=136&start=0&ndsp=22&ved=1t:429,r:5,s:0,i:85
 
Comecei a ficar preocupado, o lugar era a Brasília Teimosa de Buenos Aires! Foi quando pensei o que pensei.
 
Até que falou quem estava ao lado do cara sentado dos dez-nãos, e disse: “você tem que baixar na próxima, andar dez quadras para lá, virar à esquerda, e lá tem o ponto do 148, mas cuidado que tem 8 tipos de 148.”
 
Agradeci copiosamente a descrição daquela bula cartográfica.
 
De pronto, o rapaz disse que ia descer também e que me acompanharia até o ponto. Fiquei nervoso, o cara não ia descer, de repente diz que vai descer... Ao mesmo tempo, ele começou a piscar os olhos num ritmo maior, sinal de nervosismo. Pensei comigo mesmo: “deja de joder boludo, no pasa nada...”
 
Descemos. Começamos a conversar. Descobri que ele é peruano e vive a 7 anos aqui. Sua mãe se casou com um argentino e ele vive nesse bairro chamado Bernal. É aluno do CBC (aqui não há vestibular, estuda-se 1 ano nesse colégio que antecede e já é parte da faculdade, se você conseguir passar tem sua vaga garantida na universidade. Assim funciona na UBA e em outras públicas) em Kinesiología, que no Brasil é apenas uma área da Fisioterapia. Contou-me também que sua namorada é brasileira e ensaiou com sotaque peruano algumas palavras tupiniquins. Deixou-me no ponto do 148 e nos despedimos. Quando me aproximei da placa de parada as duas pessoas que estavam lá se afastaram de mim pelo menos 10 metros com medo. Por fortuna não tardou o 148, perguntei se ia pela Mitre e o motorista me confirmou que sim. Cobrou-me o valor máximo embora eu soubesse que o valor era inferior. Pensei imediatamente: O que há com os argentinos? Se pego um taxi (no dia anterior e outras vezes) sempre tentam levar vantagem, se pego um ônibus também... se compro uma bicicleta me atropelam!
 
Cheguei a duas conclusões, a primeira (fruto de mais de um ano vivendo aqui) mais importante que a segunda:
 
1 – Os ponteños (especificamente de Buenos Aires) têm problemas. Sem generalizações ou ressentimento, posso dizer que não são amistosos, são individualistas, invejosos e têm mania de perseguição (é como se vivessem com o medo dos tempos da ditadura). Os hermanos do Peru, Bolívia, Venezuela, e de outras nacionalidades que aqui são discriminadas, são mais confiáveis e cálidos no trato com o outro. Em uma mesma noite me sacaneou o primeiro motorista, não me ajudou o cara dos dez-nãos e me roubou o segundo motorista ao cobrar além do devido. Enquanto que o peruano sintetizou sua boa-ação: “no meu país costumamos ajudar alguém que necessita, não poderia deixar de te levar até o ponto de ônibus”. Ganhei uma amizade;
 
e conclusão 2 – Leibniz estava certo! Se no letreiro do ônibus houvesse somente o número 159 eu não teria me perdido...
 
Comentar Imprimir
 
04 de Setembro de 2012 | 01:10 | Adilson Ferraz
KIRCHNERISMO = POPULISMO?

Como podemos observar na matéria publicada em O GLOBO - MUNDO, cada vez mais a presidenta da Argentina Cristina Kirchner utiliza os meios de comunicação de massa para aproximar-se do povo. Praticamente todos os dias são transmitidas na TV aberta inaugurações de obras e discursos eloquentes da oficialista, algo que já ocorria nos tempos do seu falecido marido, mas que se incrementa há algum tempo assumindo um estilo próprio.

Isso nos lembra a forma de dominação carismática explicada por Weber, que ocorre quando um líder utiliza retoricamente de elementos não racionais (sintetizados no termo "carisma") para lograr uma relação de dominação com relação às massas. É o que parece ocorrer nesse momento, embora sejam muito tênues os limites na política entre práticas vistas como "aceitáveis" (baseadas na necessidade de dar conhecimento ao povo do que faz o poder público) e aquelas que excedem esses limites (que objetivam a promoção pessoal do líder com fins políticos).

Claramente a Argentina sofre com a crise econômica (que engendra outras na sociedade), embora não esteja tão mal como alguns países da europa, como portugal e espanha. O populismo surge como uma forma eficaz de manter a legitimidade do governante por meio, inclusive, do controle dos meios de comunicação.

Uma coisa é certa, o feitiço pode virar contra o feiticeiro.

KIRCHNERISMO = POPULISMO?

-------------------------------------------------------------------------------------

Cristina Kirchner faz seu 16º discurso em rede nacional e causa panelaço

 

BUENOS AIRES — A presidente argentina, Cristina Kirchner, decidiu na noite desta segunda-feira interromper o horário nobre da TV local para transmitir seu décimo sexto discurso em rede nacional deste ano, nesta ocasião, sobre o dia nacional da indústria. Segundo comentários que circulam nas redes sociais Facebook e Twitter, a nova “cadena” de Cristina provocou profunda irritação entre muitos argentinos e desencadeou panelaços em bairros portenhos como Recoleta, Bairro Norte, Palermo e Belgrano.

O discurso da presidente começou no horário dos programas de maior audiência da TV local: a novela “Graduados”, da Telefé, e “Dançando por um sonho”, do canal 13, apresentado pelo famoso Marcelo Tinelli, um dos homens mais importantes da TV argentina. No Twitter, jornalistas locais criticaram a medida. "Cadena inoportuna em prime time da TV, panelaços. Graduados e Tinelli têm muitos espectadores", comentou Ari Paluch, um famoso apresentador de rádio do país.

Nos últimos três anos, Cristina utilizou este recurso 51 vezes, apesar da denúncia de deputados opositores como Laura Alonso, do Pro. O artigo 75 da Lei de Serviços Audiovisuais (26.522), aprovada em 2009, estabelece que a rede nacional de rádio e TV é obrigatória para todos os canais de TV e emissoras de rádio do país "em caso de situações graves, excepcionais ou de transcendência institucional". Na noite desta segunda-feira, porém, a presidente utilizou as famosas cadenas para falar sobre a situação da industria nacional e, principalmente, para defender as políticas econômicas de seu governo.

FONTE: http://oglobo.globo.com/mundo/cristina-kirchner-faz-seu-16-discurso-em-rede-nacional-causa-panelaco-5989020
 
Comentar Imprimir
 
04 de Setembro de 2012 | 00:06 | Adilson Ferraz
PRECONCEITO OU (IN)DIFERENÇA?

(Grupo de Punks em Londres)

Fonte: http://www.fashionbubbles.com/historia-da-moda/punks-e-rockers/

 

Voltava para casa tarde da noite há alguns dias depois da aula.

Tomei o ônibus de costume.

Tudo normal: o percurso de sempre, poucas pessoas que me despertavam a atenção, uma maioria para mim indiferente, assim como eu devia ser indiferente para a mesma maioria. De repente entrou um cara de mais ou menos 35 anos, vestido com roupas de couro negro (à la roqueiro), com correntes nos pulsos, e o cabelo de punk. Aparentemente ninguém se encomodou com a sua presença ali, não o olhavam com agressiviade tampouco como se fosse uma ameaça. Sentou tranquilamente ao lado de um senhor. Ele não parecia ir a qualquer evento de rock... simplesmente ele era assim. Minha reação foi de curiosidade.

Começei a pensar sobre o valor social da indiferença. O fato de uma ação ou presença não significar nada especial para nós pode dizer muito do ponto de vista do preconceito, pois um dos seus requisitos iniciais talvez seja a identificação da diferença do outro como indesejada. Se não há diferença como pode haver indesejo (sim, essa palavra existe!)? Neste tipo específico de indiferença o outro é simplesmente mais um, não recebendo atenção especial, embora sua percepção seja clara. Por outro lado, no preconceito há sempre uma medida de discriminação, ou seja, de separação,.distinção, classificação como diferente. Partimos então de três fenômenos, a indiferença, e a diferença como pré-requisito do preconceito.

Dessa conclusão, passei a imaginar a reação das pessoas se esse mesmo cara subisse ao ônibus em diversos lugares:

Manhattan: indiferença (a confirmação fica a critério do nosso amigo Emerson de Assis) 

Berlim: indiferença. (já confirmado empiricamente)

Paris: indiferença. (Putain!)

São Paulo: indiferença. "Mano, véi, na moral, da hora..."

Recife: indiferença, espanto, medo.

Caruaru: "oxe, quem é esse doido"? "Tem motofest hoje é??"

Altinho: "Hoooome, num fresque naum..." (poderia ser em petrolândia também)

Claro que alguns dos enunciados hipotéticos acima são algo muito distinto do preconceito, entretanto, assinalam a percepção da diferença.

Mas poderíamos indagar: se fosse o contrário, e entrasse um não-roqueiro em um ônibus cheio de roqueiros? E se o rock fosse cultuado pela maioria?

Gostaria de suscitar questões importantes: 1) até que ponto a percepção da diferença é uma questão numérica? 2) O preconceito depende em que medida de quantidades?

Parece haver uma relação entre diferença, preconceito e quantidade, mas essa relação não está clara. Temos que observar algumas coisas:

1 - Esse mesmo cara poderia sofrer preconceito em uma pequena cidade na Índia (1 em 1.000.000)/ MAS, milhões de judeus sofreram o preconceito de outros milhões na alemanha nazista. 

2 - Grupos sociais simbolicamente identificáveis por roupa, acessórios e desenhos corporais, podem sofrer preconceitos reciprocamente, ao que parece, independentemente de quantidade de membros, ou o número é algo difícil de ser identificado por não ser clara a representação social dos indivíduos. (exemplo: alternativos X GogoBoys, como gosta de falar costinha)

3 - Se tivessem entrado 15 caras vestidos dessa forma no ônibus (a depender do local, cidade e época) talvez as pessoas pensassem que seriam uma gangue, mas como entrou um não fez diferença.

Os pontos 1, 2 e 3 complicam ainda mais o problema. Parece não haver uma regra que ligue os fenômenos analisados a uma quantiade ou uma fórmula matemática capaz de calcular essa relação. Eles dependeriam de fatores muito complexos: número, tempo, lugar, cultura, etc. Pior, há inconsistências sérias nas minhas próprias observações até agora, se vocês não perceberam, exemplifico: o fato de minhas observações partirem do senso comum; o fato de não poder entrar na cabeça das pessoas que estavam naquele ônibus para averiguar se houve a percepção da diferença ou preconceito; o fato de não estar clara a diferença entre "diferença" e "preconceito".

Por fortuna, não tenho nenhuma pretensão científica em minha análise, de outro modo teria grandes problemas. Claro que estudos poderiam ser feitos e poderiam demonstrar isso, mas posso dizer que meu senso comun indica que a diferença se torna presente (ou percebível) geralmente diante de uma minoria.

Concluindo (apesar dos problemas apontados), acredito que a diferença possui um valor social talvez mais importante que a indiferença.

Como respeitar o outro se não o reconhece como diferente? A diferença parece ser a chave ao mesmo tempo para o respeito e o preconceito.

Muitas áreas do conhecimento despertaram para a diferença. A antropologia parte da diferença entre as culturas, a pedagogia (com Freire) da ideia de respeito à singularidade na educação, a filosofia com as filosofias da diferença...

Ficam algumas perguntas: Qual o papel da diferença no Direito? Qual o papel da diferença na ADMP? Qual o papel da diferença na Enfermangem? Na Odontologia? Em nossas áreas, como lidamos com a diferença?

 
Comentar Imprimir
 
27 de Junho de 2012 | 23:26 | Adilson Ferraz
Guerra contra os E.U.A.

Já ouvi falar de petições e decisões no mínimo extravagantes, como por exemplo, um juiz que proibiu as pessoas de morrerem haja vista não haver mais espaço no cemitério da cidade, mas acho que esse foi o melhor caso de todos...

 

SENTENCA


Vistos etc.

Chamo o feito a ordem para indeferir a inicial, vez que: 1) nao ha causa de pedir, 2) os fatos narrados nao conduzem logicamente ao pedido e 3) ha pedidos juridicamente impossiveis (art. 295, paragrafo unico, do CPC).

Com efeito, a autora limita-se a acusar os Estados Unidos da America de perseguicao, de boicote ao seu doutorado, de boicote ao concurso para diplomata, de restricao a liberdade de reuniao e de opiniao, de uso de tecnologias que lhe provocaram hirsutismo, de "jogarem armas quimicas militares contra a autora", entre outras condutas, nenhuma das quais especificamente narrada, com um minimo de objetividade.

Nos pedidos, por sua vez, requer "o direito legal legitimo de ser inimiga contra os Estados Unidos da America do Norte"(sic), o "direito de ser amiga e a respeitar os povos europeus"(sic), o "direito a explodir bomba atomica contra todo o povo norte americano nacionalidade de origem, povo do continente america, do pais Estados Unidos da America do Norte, Capital Washington DC., nao deixando nenhum sobrevivente"(sic), alem de reparacao de danos "no valor de moedas Brasil 20 quatrilhoes de reais"(sic).

Trata-se de vicios que tornam despiciendo o proprio saneamento da inicial, pelo que extingo o processo sem julgamento do merito (art. 267, I, do CPC).

Atendendo ao contido na propria inicial, oficie-se a Ordem dos Advogados do Brasil, Secao de Pernambuco, para os fins dos arts. 8, I, e 11, V, do seu Estatuto, juntando-se copia daquela peca.

Publique-se. Registre-se. Intime-se.
 
Comentar Imprimir
 
27 de Junho de 2012 | 23:28 | Adilson Ferraz
.

(FONTE: http://www.direitocomico.com.br/2012/06/juiz-brasileiro-nega-direito-de.html)

 
Comentar Imprimir
 

 
 
Adilson Ferraz
O blog DIREITO E FILOSOFIA foi criado como um espaço democrático de construção do conhecimento, propiciando discussões sobre temas abordados em sala de aula, trazendo informações sobre as disciplinas, além de contribuir para uma interação mais dinâmica en
Seções
Seções Página inicial
Seções Direito ( 54 )
Seções Disciplinas ( 25 )
Seções Filosofia ( 23 )
 
 
 
 
 

Asces-Unita
Associação Caruaruense de Ensino Superior e Técnico (Mantenedora)
Av. Portugal, 584, Bairro Universitário- Caruaru - PE – Brasil
E-mail:  asces@asces.edu.br
Central Telefônica: +55 (81) 2103.2000